Pular para o conteúdo principal

Campeões | Uma comédia mensageira através do basquete

Por: Julia Rosenthal 

Nesta quinta-feira (25), o filme de comédia dramática que aborda o basquete como base, Campeões, chega às telas dos cinemas brasileiros, prometendo muitas risadas e comoções junto a aprendizados que se tornam cada vez mais necessários à sociedade moderna.

Deste modo, de forma infeliz, o preconceito junto a falas e pensamentos maliciosos ainda são muito existentes e presentes em nosso corpo social atual. No entanto, é possível observar que ao passar dos anos, felizmente as produções audiovisuais tem buscado, de forma muitas vezes leve e descontraída, uma maior inclusão de gênero, sexualidades e pessoas portadoras de deficiência física ou intelectual junto a debates e reflexões sobre os assuntos.

Por conseguinte, a nova comédia dramática da Universal Pictures, Campeões, é justamente um belo exemplo de que juntar análises sobre questões sociais de extrema importância ao entretenimento funciona, tornando o longa-metragem descontraído, educativo e introspectivo utilizando o humor e piadas bobas que, automaticamente, já extrai gostosas risadas do público.

Sendo assim, o filme acompanha a trama de Marcus Marakovich (Woody Harrelson), um frustrado treinador de basquete que sabe de seu potencial para a NBA. No entanto, após um desentendimento com seu amigo e chefe junto a algumas boas doses de álcool, Marcus se encontra em um descontente acidente em que acaba batendo na traseira de justamente um carro de polícia. Exemplificando muitas pessoas no mundo, o técnico fica incrédulo e demonstra sua ignorância no assunto quando é sentenciado a treinar um time de basquete de pessoas com deficiência intelectual. No entanto, ao se familiarizar mais e mais com os jovens atletas, o experiente treinador começa a perceber o incrível potencial que juntos o time possui.

Portanto, o roteiro assinado por Mark Rizzo (Gravity Falls: Um Verão de Mistérios) é carregado de uma promessa de transmitir uma mensagem utilizando principalmente o humor, com o adicional de um toque de drama no intuito de trazer mais comoção. Logo, Rizzo obtém sucesso em cumprir o que promete, trazendo cenas em que, a partir da comicidade e falas partindo dos próprios autores que possam vir a sofrer cotidianamente ações intolerantes, traz o ensinamento necessário para o público.

Um belo exemplo do feito é o modo que Mark consegue educar sobre os termos corretos a serem usados, trazendo de forma humorística a brincadeira de infantilizar os termos errados que são geralmente utilizados ao dizer que são “boo-boo words”, que na tradução literal para o português são “palavras feias”. Além disso, o roteirista consegue, ao individualizar seus personagens atletas e suas histórias, trazer a comoção ao longa. Assim, ao utilizar um elegante discurso em cenas especificamente para apenas isto, Rizzo realiza uma mistura de emoção e educação sobre como somos todos seres humanos e levamos vidas comuns igualmente, todos com a mesma capacidade.

Consequentemente, a direção de Bobby Farrelly (Quem Vai Ficar com Mary?) conquista uma conversa bem feita com o roteiro de Rizzo. Além disso, Farrelly consegue junto a cinematografia de C. Kim Miles (Bem-vindos a Marwen) transporta o público para dentro da atmosfera de uma quadra de basquete. Deste modo, o diretor e Miles alcançam o esperado para aqueles que são apaixonados na modalidade além de outros esportes, em que, no final, todos gostariam de se sentir fazendo parte do jogo. Ademais, Bobby junto a Mark demonstra através de seu longa a importância do esporte na vida de jovens ao redor do mundo, concretizando

A trilha sonora feita por Michael Franti(Little Fires Everywhere) não poderia ser diferente. Assim, se juntando ao intuito de toda a produção, a escolha musical é composta por canções alegres e poderosas, complementando o humorístico roteiro, compondo cenas de karaokê em carros e, demonstrando a partir delas, a importância que a música também possui na vida das pessoas. Deste modo, a trilha de Franti se torna também uma mensageira, empregando, principalmente, a canção Tubthumping da banda Chumbawamba.

Portanto, o filme Campeões além de ensinar questões que sempre deveriam ser da consciência de todos, mostra também a importância do esporte. Assim, se torna mais um belo exemplo de produção audiovisual que nos comunica e traz a reflexão sobre a grandeza do esporte, sua importância para além da saúde, em que também serve como um bom meio de comunicar e debater pautas sociais.

Deste modo, o responsável por protagonizar o ignorante treinador é Woody Harrelson (Zumbilândia), contracenando também bem com os atores Ernie Hudson (Os Caça-Fantasmas), Madison Tevlin (Mr. D), Kaitlin Olson(Férias Frustradas) e Kevin Iannucci(Raça e Redenção).

Produzido no dia 25/05

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Samara de O chamado | Conheça história da personagem!

Por: Pedro Henrique Candido História inicial da Samara A história da Samara, personagem icônica do filme "O Chamado", é uma das mais envolventes e assustadoras do cinema de terror. A sua origem trágica e a sua habilidade sobrenatural fazem dela uma figura temível e imprevisível, que conquistou fãs em todo o mundo. A história de Samara começa com Anna Morgan, uma jovem que sofreu abuso físico e emocional nas mãos de seu pai. Anna vivia em uma ilha isolada com seu pai e sua mãe adotiva, e começou a desenvolver poderes sobrenaturais, que culminaram na morte misteriosa de seu pai. Após a morte de seu pai, enviaram Anna a um orfanato, onde a maltrataram e a isolaram. Lá, ela se tornou obcecada com a ideia de ser mãe, e quando Richard Morgan e sua esposa adotaramm, ela deu à luz. Posteriormente, sua filha se chamaria Samara. Richard e sua esposa não sabiam da história sombria de Anna, e começaram a notar comportamentos estranhos em Samara. Histórias paranormais da Samara A menina p...

6 Motivos que Tornam a Indústria Cinematográfica uma das Mais Lucrativas do Mundo

Créditos: Krists Luhaers/ Unsplash Por: Yago Souza  A indústria do cinema se iniciou em 1895, quando os irmãos Louis e Auguste Lumière projetaram um filme pela primeira vez (A Saída dos Operários da Fábrica Lumière), em um café em Paris. Desde a primeira exibição esse mercado tem só crescido, e se tornou o maior espetáculo audiovisual do mundo e um dos mais rentáveis. Mas será que esse mercado continuará crescendo nos próximos anos?  Neste artigo, vamos apresentar 6 motivos para você investir na indústria cinematográfica em 2024, com base em dados, análises e projeções de especialistas. Confira! 1. Crescimento Sustentável: Esse mercado vem crescendo consideravelmente por conta da “necessidade” do público de novas produções audiovisuais nas telonas. O aumento da inclusão social em filmes, ajudou demais esse cenário de elevar todo o setor, impulsionando cada vez mais representatividades de pessoas LGBTQIA+, negras, asiáticas e deficientes físicos. Além disso, outros fatores que ...

Aberfan é o melhor episódio de The Crown, segundo IMDB!

Por: Pedro Henrique Candido Segundo IMDB, o episódio Aberfan da terceira temporada é o melhor da série. The Crown lançou 50 episódios em cinco temporadas, mas o episódio "Aberfan", ainda detém a classificação máxima da série de 9,3/10 no IMDB. Outros episódios chegaram perto dessa classificação de 9,3, mas nenhum conseguiu superar "Aberfan" nas duas temporadas seguintes. Além disso, a sexta temporada será a última da série e provavelmente terá 10 episódios, assim como todas as temporadas anteriores. Isso oferece a chance de lançar outro episódio com uma classificação tão alta ou até mesmo superior a "Aberfan". The Crown apresentou muitos episódios memoráveis, como "Tywysog Cymru", "Vergangenheit" e "Dear Mrs. Kennedy", que estão entre os três mais próximos de "Aberfan". Tais capítulos, estão com uma pontuação de 9,1 no IMDB. "Aberfan" foi um ponto alto importante na terceira temporada, após a estreia da tem...