Por: Pedro Henrique Candido
A Netflix se destaca por apresentar uma ampla variedade de séries que exploram temas psicológicos complexos. Uma delas é "CLARK", uma produção recente que mergulha no intrigante fenômeno da Síndrome de Estocolmo. Neste artigo, vamos analisar como a série aborda esse tema, ela mergulha nas implicações emocionais e psicológicas que acompanham a síndrome.
Atores principais da série
Bill Skarsgård é o homem por trás do termo Síndrome de Estocolmo na nova série Clark da Netflix. Skarsgård é um ator sueco que ganhou fama internacional após seu papel como Matthew em Allegiant em 2016. O ator é mais conhecido por sua atuação assombrosa no remake de 2017 de IT e IT: Chapter Two, onde interpretou o terrível Pennywise the Dancing Clown. Skarsgård interpreta o titular Clark Olofsson, cujos reféns tentaram proteger depois de serem mantidos contra sua vontade durante um assalto, cunhando o termo Síndrome de Estocolmo. Apesar de ser considerado um drama policial, a série possui uma energia fortemente cômica.
Skarsgård não é o único membro do elenco repleto de estrelas a aparecer na série. Atuando ao lado de seu Clark está a estrela dos Vikings, Alicia Agneson, e Vilhelm Blomgren, famoso por Midsommar.
Construção da história ao longo da série
Durante seus seis episódios, a série mostrara a vida de Olofsson. Está definido para retratar seus primeiros anos até os dias atuais, apresentando o início de sua carreira criminosa na década de 1960. Clark irá explorar a longa lista de crimes deste notório criminoso, incluindo tentativa de homicídio, tráfico de drogas, agressão e roubo. O diretor Jonas Åkerlund elogiou Skarsgård por sua atuação, dizendo que ele é “o remendo perfeito” para o show.
Ponto negativo da série Clark
Sem sombra de dúvidas a séries consegue te prender durante muito tempo. Entretanto há um fato que deve ser mencionado, ocorre uma certa romantização do criminoso. Embora Clark não seja nenhum tipo de criminoso extremamente violento, como abusador ou assassino, o mesmo continua sendo um criminoso. Enquanto muitas séries mostram um arrependimento do criminoso, como em Dahmer, que mostra o serial killer tornando-se religoso ao final da série e se "arrependendo". Clark romantiza seu protagonista através da idolatração de alguns personagens, os feitos do criminoso são de fato incríveis, no pior sentido da palavra. A polícia sueca é considerada uma das melhores do mundo e o mesmo conseguiu ficar quase uma década sem ser encontrado. Mas esses feitos não aparecem de uma maneira trágica, mas de uma maneira idólatra ao personagem, mostrando sua inteligência e sua capacidade de agir em situações difíceis.
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Inegavelmente, é compreensível adotarmos esse pensamento, caso tenhamos a mente das vítimas, que viam Clark como um homem pobre e coitado, mas que conseguia manter-se de pé através de sua inteligência. Caso a Netflix deixasse claro que a série parte dessa perspectiva, a romantização não seria um problema. Porém não são apenas as vítimas que possuem este tipo de comportamente, já que o delegado encarregado de encontrar Clark, sente pena e quer ajudar o crimonoso em alguns momentos da série. Clark Olofsson é um psicopata, narcisita e hedonista, um policial acostumado a lidar com este tipo de gente, jamais teria pena de alguém como ele.
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Clark Olofsson continua vivo nos dias de hoje
O criminoso sueco continua vivo e solto aos 76 anos de idade, vivendo na Bélgica.
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