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Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe |Crítica

  


Por: Yago Souza 


Pelas mãos do diretor Chris McKay (A Guerra do Amanhã), Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe, é um filme que prende do começo ao fim. Os atores Nicolas Cage (Motoqueiro Fantasma) e Nicholas Hoult (X-Men: Primeira Classe) fazem as 1 hora e 33 minutos do longa, passarem voando.


Após caçadores tentarem matar o tão famoso e poderoso Conde Drácula (Nicolas Cage), seu servo fiel, Renfield (Nicholas Hoult), fica encarregado em ajuda-lo a se curar. Depois de algum tempo, o servo não fica tão satisfeito com sua relação tóxica com seu chefe, decidindo de vez deixa-lo para sempre. Porém, Drácula não fica nem um pouco de acordo e decidi se vingar das piores maneiras possíveis.


Para os amantes de filmes de terror gore e de comédia exagerada, você definitivamente irá amar. Todavia, se você não curte esses tipos de produções, a probabilidade é grande de não gostar. Os roteiristas Ryan Ridley e Robert Kirkman, fizeram um trabalho excelente, mas isso só se deu conta pela dinâmica do filme, que proporcionou que pequenos erros do roteiro fossem encobertos pelo humor. Como por exemplo: No começo do filme a luz solar quase matar um personagem, e no final ele consegue arrumar uma forma habilidosa de fugir, sem nenhum tipo de evolução de perspectiva sobre isso.


Com clareza, Nicolas Cage, se sentiu extremamente confortável nesse papel. Seus movimentos em cenas, suas poses extravagantes, as expressões faciais naturais e até seu modo de falar, foram impressionantes. Mesmo que o ator não seja tão visado para filmes de comédia, ele se mostra capacitado em trabalhar, com facilidade, nessa vertente de gênero cinematográfico.


Cage não fica com os méritos de Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe sozinho, mas sim divide com o ator Nicholas Hoult. Conhecido por filmes como Meu Namorado é um Zumbi (2013), O Menu (2022) e pela grande maioria dos filmes de sucesso da franquia de X-Men, o ator que já possui diversas experiências no gênero, não deixou nem um pouco a desejar. Seu personagem, com muito carisma consegue rapidamente conquistar o público, e as vezes nós acabamos nos aproximando tanto de Renfield, que esquecemos que aquilo tudo é apenas um papel feito por Hoult.


Sem sombras de dúvidas, a direção de fotografia, feita por Mitchell Amundsen (Truque de Mestre), foi de extrema importância para contextualizar todo aquele universo “fora do normal”. Com as movimentações de cenas insanas, muitas vezes o longa-metragem parecia grandes Cutscenes de games (em primeira pessoa). Além do exemplo citado anteriormente, o famoso “Raio X” do Mortal Kombat, também foi produzido pela equipe de efeitos especiais junto com a de fotografia, sendo dessa forma, uma enorme referência para os fãs dessa franquia de jogos.


Não esquecendo dos atores coadjuvantes, temos Awkwafina (Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis) como Rebecca Quincy, policial e interesse amoroso de Renfield, e Ben Schwartz (Sonic: O Filme) como Teddy Lobo, filho da grande chefona do tráfico da cidade. Ambos desenvolveram boas atuações, entretanto com papeis não tão interessantes, mas ao decorrer do longa, se tornam personagens um pouco melhores.


Tendo experiências em filmes da franquia Lego, o diretor Chris McKay, conseguiu implementar no filme bons trechos de lutas aceleradas. Podemos ver isso por conta de suas escolhas de posicionamentos de atores, ajustes de focos e uma boa visão do plano final, transformando algo que deveria ser “difícil de entender” pela velociadade, em algo muito mais claros.


Durante todo o filme, Renfield reclama de sua relação tóxica e abusiva com seu chefe Drácula, e por mais que seja uma produção descontraída, eles conseguem trabalhar de maneira interessante e leve, sobre um assunto atual e muito sério, abuso psicológico. O fato, é que Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe, sabe mesclar bem as camadas de “brincadeiras” e humor bobo, com questões de extrema importância para a sociedade.

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