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Ruby Marinho | Crítica



Por: Yago Souza 

O novo filme da DreamWorks, Ruby Marinho: Monstro Adolescente, dirigido por Kirk DeMicco (Os Croods) e Faryn Pearl (Trolls 2), é o clássico “mais do mesmo”, pecando bastante no roteiro, porém tem pontos que prenderão os olhares e atenção dos mais jovens.


Ruby Marinho, uma adolescente do ensino médio nada normal, mora com sua família em uma cidade perto do mar, porém é proibida de entrar na água, por algum motivo que sua mãe nunca explica. Contudo, depois de cair dentro do oceano por acidente, ela acaba descobrindo o motivo disso tudo; a jovem se transforma em um enorme kraken e acaba destruindo uma grande parte da cidade. Para se descobrir, Ruby vai embusca de falar com sua avó materna, com o intuito de entender suas raízes, mas para isso ela mergulha e vai até um templo, se conhecendo e explorando todo um universo aquático. Ao longo de sua caminhada, ela conhece uma sereia, e acaba se tornando amiga dela, porém o que ela não esperava, é que essa nova companheira seria uma grande rival no fim das contas.


O roteiro acerta em focar na mitologia marinha, saindo um pouco do comum, e fazem uma espécie de “paródia” com o filme A Pequena Sereia, invertendo os papéis e utilizando as sereias como vilãs e uma kraken como a mocinha. Além disso, a produtora soube utilizar o time certo, para o lançamento do longa, sendo um mês após o lançamento do novo live-action da Disney, do filme citado anteriormente, proporcionando uma curiosidade para a produção.


O design da animação com certeza é a melhor parte do filme, não só pelas cores bem utilizadas, como também a qualidade das texturas e profundidades, tanto dos cenários quanto dos personagens. Além disso, a fosforescência foi outro ponto que impressionou, fora e dentro do mar.


A protagonista, Ruby, ganhou uma linda trajetória de autoconhecimento, com vários altos e baixos ao decorrer da trama. Suas metas e sentidos de vida se transformando no final do longa é realmente gratificante de assistir, e com certeza uma das partes mais significativas de prestigiar.


A história de vida da mãe da Ruby, foi um cargo alto do filme, mostrando até que ponto Agatha abdicou de sua vida passada, para dar um novo significado para seus filhos. Contudo, esse aspecto não foi muito bem desenvolvido, e deixou um “espaço em branco” no roteiro.


Mesmo que muito singulares, de jeitos e aparências, os personagens secundários ficaram bem apagados, e acabaram não tendo um carisma tão interessante. Com isso, talvez a história fluirá bem melhor se o grupo de amigos da protagonista fossem deletados, e focassem apenas em Connor, seu interesse amoroso, fazendo assim tudo muito mais harmônico e com mais tempo de telas com outros fatos mais interessantes.


A antagonista, Chelsea, é muito divertida, e as vezes tira até mesmo o foco de Ruby. O motivo disso acontecer, foi por todo paralelo cultural que foi quebrado, mostrando o quão cruel uma sereia pode ser. Mas como nem tudo são rosas, um pequeno fato não tão positivo da vilã, foi a dublagem de Giovanna Lancellotti, que na maioria das vezes não combinava nem um pouco com a personagem, desconectando muito e causando uma estranheza ao assistir, contudo o problema não foi a própria atriz no papel, e sim a escolha feita de maneira incorreta.


Já em contraparte, Agatha Paulita, acerta em cheio na dublagem de Ruby Marinho, por conta de com poucos minutos de cena, prender com facilidade a atenção do telespectador.


Infelizmente a trilha sonora é morna, não incomoda e nem agrega nada ao cenário e as ações ocorridas, o que no fundo é um pouco decepcionante, por se tratar de uma animação que tinha de tudo para ter músicas eletrizantes e super bem produzidas.


Sem dúvida alguma, a melhor parte do filme foi a batalha final, que conseguiu ser empolgante, dinâmica e bem feita. Nela conseguiram juntar 4 grandes figuras e diversos pequenos personagens, de uma maneira que tudo encaixasse e fizesse completo sentido, tanto em suas atitudes, quanto em posicionamentos de quadros, sendo um bom cálculo e visão dos diretores.


Observando o todo, Ruby Marinho: Monstro Adolescente, consegue ser um ótimo filme para assistir com crianças e que realmente vai prender a atenção delas, por diversos fatores citados acima, mas para adultos isso acaba não acontecendo, pois diferentemente da Pixar, a história não traz um aprofundamento na “mensagem por trás”. Contudo, não se torna e nem causa algum tipo problema para os mais jovens, sendo um ótimo longa para eles assistirem.

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