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Velozes e Furiosos 10 | Crítica

 


Por: Yago Souza 


Dirigido por Louis Leterrier (O Incrível Hulk), Velozes e Furiosos 10, consegue ser muito pior do que os 2 filmes anteriores, que também não estavam indo muito bem. Infelizmente, desde que o ator Paul Walker morreu (durante as gravações do 7° longa), a qualidade das produções não tem sido as mesmas.


O filme começa na visão do vilão Dante (Jason Momoa), durante o assalto de Velozes e Furiosos 5: Operação Rio, no momento em que o grupo assalta todo o dinheiro de sua família e por fim mata seu pai, Hernan Reyes (Joaquim de Almeida). Com sede de vingança, Dante começa a planejar um enorme plano para se vingar de Dominic Toretto (Vin Diesel) e de todos os seus companheiros.


O roteiro, feito por Dan Mazeau (Fúria de Titãs 2) e Justin Lin (Star Trek: Sem Fronteiras), tem um dom mágico de ser pior a cada parte do filme. É assustador pensar o como esses dois conseguem errar e fazer tantas coisas absurdas (negativamente falando) nessa produção. Um dos grandes erros, é o exército de mercenário de Dante estar em 5 países diferentes durante o longa-metragem, pois mesmo com muito dinheiro e ter a chance de contratar capangas em qualquer lugar, seria impossível eles possuírem a mesma roupa em todas as cantos do mundo. Além disso quando o antagonista diz que vai ferir todos que Toretto ama, o protagonista manda sua família se proteger, mas quando Mia Toretto (Jordana Brewster) deveria estar protegendo seu sobrinho Brian Marcos (Leo Abelo Perry) e se manter em um lugar seguro, eles ficam simplesmente jogando vídeo game, sem nenhum tipo de “proteção” ou um plano para possíveis riscos.


É realmente triste a quantidade de absurdos que o filme obteve, e mesmo se botarmos na cabeça que a franquia mudou de essência, tem coisas que não dão para aceitar. Na última produção, vimos um carro no espaço, mas como se isso não fosse o suficiente, no atual eles fazem questão de deixar isso ainda mais grave, botando uma criança saltando de um carro para outro, em movimento! E também vimos literalmente um carro explodir 2 helicópteros que estavam enganchados nele, e de quebra faze-los explodirem os carros de inimigos (sim, isso é muito confuso!).


A quantidade de atores no elenco de Velozes e Furiosos 10, incomoda e faz com que os personagens fiquem jogados no longa, de um nível que às vezes você chega a esquece que eles estavam ali, principalmente com os papéis das atrizes: Charlize Theron e Brie Larson. Essa dinâmica foi realmente bem mal feita e nem um pouco trabalhada, tanto pelo lado do roteiro, quanto da direção. De bônus, não podemos esquecer que literalmente nenhum personagem morreu ainda nessa franquia, o que não deixa nenhum peso real nas mortes! Tirando do telespectador todos os possíveis impactos emocionais das perdas, porque no fundo, sabemos que nenhuma deles é real.


Pior do que a história que não faz sentido, é o antagonista Dante, totalmente mal interpretado e mal dirigido. Com facilidade essa é uma das piores atuações que Jason Momoa já fez na vida. Mesmo que ele pudesse ter uma energia mais cômica, isso foi forçado ao extremo, em um ponto que o personagem está pintando as unhas, de xuxinha, em uma favela do Rio de Janeiro, conversando com dois corpos mortos. Aonde isso seria verdadeiro? Porque isso seria posto no filme? Realmente são perguntas que nunca iremos saber.



O ator Vin Diesel, que dá a vida para o protagonista do filme, chega a ter mais carisma como Groot, em Guardiões da Galáxia, falando apenas “eu sou groot” do que nesse longa. Ele realmente tem uma atuação sem sal, tirando todos os significados que deveriam atentar sobre carga dramática familiar e amorosa. O astro consegue botar uma barreira clara entre a má coordenação de todos no set, dividindo dois grupos, personagens com alívio cômico exagerado e outros seriedade demais.


Para o desgosto e angústia dos brasileiros que são fãs da marca, a produção teve uma péssima pesquisa, distorcendo totalmente o Brasil. Fica difícil dizer uma coisa boa ou algo realmente pertinente no país. Alguns desses aspectos negativos são como: Atores forçando o sotaque brasileiro por não serem daqui e falhando miseravelmente, músicas que não são do país e sim apenas “latinas”, uma enorme falta de conhecimento das comunidades do Rio de Janeiro, e a clássica teoria de que “todo mundo fala em inglês no mundo”.


Nas participações especiais, contamos com a cantora Ludmila, que tem apenas uma frase nessas 2 horas e 21 minutos, sendo ela, “Lets go baby”, que foi uma quebra de expectativa por conta do forte marketing feito. Ela produziu uma música para a composição do filme, sendo ela obviamente… Em um ritmo latino. Isso só transparece o péssimo trabalho de Brian Tyler em montar a trilha sonora do longa.


Durante a produção, é difícil encontrar algum ponto agradável do filme. Para falar a verdade, procuro até agora e não vem nada. Sem bom começo, meio ou fim, Velozes e Furiosos 10 se mostra um “desastre radical”, cheio de bombas, tiros e motivações aleatórias.


Essa grande família, está chegando ao desfecho, e que bom! Finalmente esses personagens vão ter conclusões ou mortes definitivas. Com a probabilidade de mais dois filmes, essa trilogia final da saga, tende a cair em decadência e destruir todo o legado que tinha sido construído inicialmente.

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